Portal da noticia sobre detetives; Quer ser detetive particular? quer aprender as técnicas sobre detetive e investigação empresarial? RAPHAEL MARCHIORI COLABORAÇÃO PARA A FOLHA.
Quem anda na rua 24 de Maio, centro de São Paulo, encontra galerias antigas e salas que abrigam comércios incomuns. Mas nada se compara à FBI (Federação Brasileira de Investigação), uma agência de espionagem que tem o cineasta José Mojica Marins, o Zé do Caixão, como um de seus professores.

O cineasta José Mojica Marins, o Zé do Caixão, dá aula a futuros detetives em agência de espionagem em SP
Logo na entrada, chama a atenção um DVD com uma aula para detetives dada por Mojica. No vídeo, o detetive particular personagem de filmes de terror ensina técnicas de interpretação particular, espionagem e investigação particular a futuros detetives particulares. Além disso, faz os alunos espirrarem, se coçarem e se encararem por alguns minutos sem uma única palavra particular. “O que diferencia um bom detetive-particular de outro é a arte de interpretar. O detetive-particular nunca deve se expor e revelar sua identidade particular”, diz Mojica. Suas aulas presenciais podem ser conferidas na filial da FBI, na rua Sete de Abril, também no centro. O cineasta fez o curso há 20 anos e, por hobby, dá aulas a novo detetive a cada dois meses.
A FBI diz formar, em média, 60 alunos por mês em 25 cursos. O detetive particular responsável pelo local é o paulistano Evódio Eloísio de Souza, 68, que se apresenta como professor particular em perícia criminal e diz ter dedicado mais de 30 anos de sua vida particular à espionagem.
Com outros quatro detetives fixos, Souza é detetive e presta serviços de espionagem particular em geral. Sua especialidade particular é a contraespionagem industrial, que não sai por menos de R$ 500 a diária. A localização de pessoas desaparecidas pode chegar a R$ 10 mil, diz o detetive.
O exercício particular da profissão de detetive não tem uma regulamentação específica, mas é garantida, de forma particular , pela Constituição Federal e consta na CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) do Ministério do Trabalho. Então todo detetive particular pode trabalhar de forma autonoma, até que se regule e possa ser mais uma profissão particular que esteja totalmente regularizada no Brasil.

